Saltar para o conteúdo
GTRAX

Gestão de frota31 de agosto de 20267 min de leitura

Custo por quilómetro: o número que quase nenhuma frota angolana sabe

As seis parcelas do custo por quilómetro de uma frota, somadas num único número

Pergunte a um gestor de frota angolano quanto gasta em combustível por mês e ele responde na hora. Pergunte quanto custa cada quilómetro que a frota roda e vai ver um silêncio.

Não é incompetência. É que o número está partido em seis pedaços, guardados em seis sítios diferentes — e ninguém tem tempo para os juntar todos os meses à mão.

Porque é que este número manda em tudo

O custo por quilómetro é o único indicador que permite responder às perguntas que decidem dinheiro:

  • Vale a pena aceitar este contrato? Se o cliente paga 900 Kz por quilómetro e a frota custa 1.100, o contrato dá prejuízo — e sem o número, o prejuízo só aparece no fim do ano.
  • Esta viatura devia ser substituída? Uma viatura antiga com manutenção alta pode custar o dobro por quilómetro de uma nova, mesmo com a prestação incluída.
  • Este condutor está a custar-me mais? Dois condutores, o mesmo percurso, custos por quilómetro diferentes. A diferença tem nome: ralenti, velocidade, travagens.
  • Devo comprar ou alugar? Só se compara com o custo por quilómetro dos dois cenários.

Sem este número, todas estas decisões são tomadas por intuição. Às vezes a intuição acerta. O problema é não se saber quando.

A fórmula

Custo por quilómetro = (combustível + manutenção + pneus + depreciação + custos fixos + condutor) ÷ quilómetros do período

Escrito por palavras: soma tudo o que a frota custou num período e divide pelos quilómetros que rodou nesse período. A dificuldade nunca está na divisão. Está em ter as seis parcelas e os quilómetros do mesmo período, o que é quase impossível quando o combustível vem de um extracto do cartão frota, a manutenção de facturas em papel, e os quilómetros da memória do encarregado.

As seis parcelas, uma a uma

1. Combustível. A parcela maior, tipicamente entre 35% e 50% do total numa frota angolana. Vem do extracto do cartão frota ou dos recibos.

2. Manutenção. Revisões, avarias, mão de obra. Inclui o que não estava previsto — e é aí que a maioria das frotas se engana, porque orçamenta só as revisões.

3. Pneus. Separa-se da manutenção de propósito: gasta-se em função dos quilómetros e do modo de conduzir, não do calendário, e é o indicador mais rápido de condução agressiva.

4. Depreciação. O que a viatura perde de valor. Se a comprou por 20 milhões e a vai vender por 8 depois de 200.000 km, são 60 Kz por quilómetro só de depreciação — antes de gastar um litro.

5. Custos fixos. Seguro, imposto de circulação, inspecção, estacionamento, o rastreamento. Não variam com os quilómetros, mas entram no total.

6. Condutor. Salário, subsídios, formação. Numa frota com condutor dedicado, é frequentemente a segunda maior parcela.

Um exemplo, com números redondos

Dez viaturas ligeiras de distribuição, um mês, 28.000 quilómetros rodados no total. Os valores abaixo são ilustrativos — servem para mostrar a mecânica, não para citar como referência de mercado:

Parcela Mês (Kz) Por km (Kz) Peso
Combustível 12.600.000 450 41%
Condutor 7.000.000 250 23%
Depreciação 4.200.000 150 14%
Manutenção 3.360.000 120 11%
Fixos 2.240.000 80 7%
Pneus 1.400.000 50 5%
Total 30.800.000 1.100 100%

Custo por quilómetro: 1.100 Kz. Agora as perguntas ficam respondíveis. Um contrato a 950 Kz/km dá prejuízo. Um a 1.400 dá 27% de margem. E se o ralenti representa 12% do tempo de motor, há aproximadamente 54 Kz por quilómetro a queimar sem ninguém sair do lugar.

Onde é que a plataforma entra

Cinco das seis parcelas já existem na sua empresa. O que falta é o sítio onde se juntam e o denominador correcto.

Os quilómetros — o denominador. É a parte que só a plataforma dá com precisão, e é a que mais gente estraga. Quilómetros lidos do conta-quilómetros no fim do mês têm erro de memória, de arredondamento e de esquecimento. Quilómetros medidos por GPS têm o erro do intervalo de actualização: se a plataforma só recolhe posição a cada 30 segundos, a distância medida é a soma de linhas rectas entre pontos afastados, e vem sempre abaixo da real. Denominador menor, custo por quilómetro artificialmente maior. A GTRAX recolhe a cada dois segundos, e é por isso que essa frequência não é um detalhe técnico.

O combustível. O consumo estimado por viatura cruza-se com os abastecimentos do cartão frota. Onde os dois não fecham, aparece a diferença — e a diferença tem quase sempre uma explicação que interessa saber.

A manutenção, os pneus, os seguros e as multas. Registam-se por viatura no controlo de despesas, com data e valor. Deixam de viver em facturas soltas.

A depreciação, os fixos e o condutor. Estes são seus e continuam a ser: o valor de compra, o valor esperado de venda, o seguro, o salário. Entram uma vez e a plataforma usa-os no cálculo mensal.

O resultado é que o custo por quilómetro deixa de ser um exercício de fim de ano e passa a ser um número que se consulta — por viatura, por condutor, por mês. É o que o controlo de despesas faz.

Como começar, se nunca calculou

Não tente ter tudo. Comece com uma viatura e um mês.

  1. Escolha a viatura de que tem mais registos. Não a melhor nem a pior: a mais documentada.
  2. Junte os quilómetros do mês — da plataforma, não do conta-quilómetros.
  3. Some o combustível desse mês para essa viatura, do extracto do cartão.
  4. Some as facturas de manutenção e pneus do mês. Se não houve, ponha zero e anote que o mês foi atípico.
  5. Divida a depreciação anual por doze e os fixos anuais por doze.
  6. Divida tudo pelos quilómetros.

Vai ter um número imperfeito. Isso é bom — um número imperfeito que se corrige todos os meses vale infinitamente mais do que um número perfeito que nunca se calcula. Ao terceiro mês, a tendência já lhe diz mais do que o valor absoluto.

O erro que se repete

A tentação é comparar o seu custo por quilómetro com o de outra empresa. Não compare: as parcelas não são as mesmas, o tipo de viatura não é o mesmo, e ninguém publica a metodologia.

Compare-se consigo próprio. O custo por quilómetro de Março contra o de Fevereiro, desta viatura contra aquela, deste condutor contra a média da equipa. É aí que o número paga o trabalho de o calcular.


Se quiser ver como os quilómetros, o combustível e as despesas aparecem numa só página, o primeiro mês da plataforma é grátis — e o simulador devolve o valor para o número exacto de viaturas que tem.

Quer ver isto na sua frota?

O simulador devolve o valor por viatura e o total em dois minutos, e a proposta técnica comercial chega ao seu email em PDF.

Pedir propostaResposta com o valor por viatura e o total