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GTRAX

Tempo real27 de agosto de 20267 min de leitura

Tempo real numa frota: os dois ritmos que ninguém lhe explica

Os dois ritmos de um sistema de rastreamento: o aparelho que transmite e o mapa que actualiza

Quase toda a gente que vende rastreamento em Angola diz «tempo real». Quase ninguém diz a que ritmo — e quando diz, mistura duas coisas que são diferentes.

Vale a pena separá-las, porque é nessa confusão que se compra mal.

Há dois ritmos, não um

Entre a viatura e o seu ecrã há duas pernas, e cada uma tem a sua cadência:

Perna O que acontece Na GTRAX
Aparelho → servidor O aparelho na viatura decide quando transmitir 10 s a andar · 30 s parado · + por mudança de ângulo
Servidor → o seu ecrã O mapa pergunta se há posições novas 2 em 2 segundos

Quando um fornecedor lhe diz «actualiza a cada 2 segundos» sem especificar, ou está a falar do mapa — e o número não lhe diz nada sobre a qualidade dos dados — ou está a dizer-lhe que o aparelho transmite a cada 2 segundos, o que seria um disparate de consumo e de bateria que ninguém faz numa frota.

A pergunta certa a fazer, por escrito, são duas perguntas: de quanto em quanto tempo o aparelho transmite, e de quanto em quanto tempo o mapa actualiza.

O que o aparelho faz, e porque é que 10 segundos chegam

Uma viatura a 60 km/h percorre 16,7 metros por segundo. A 10 segundos, são 167 metros entre duas leituras por tempo.

Se a história acabasse aqui, seria pouco. Não acaba: o terceiro parâmetro é o que muda tudo.

A transmissão por ângulo

Além do tempo, o aparelho transmite sempre que a direcção muda de forma significativa. Isso significa que numa curva — precisamente onde os pontos por tempo deixariam um vazio — o aparelho envia pontos próprios.

O efeito prático é este: o traço segue a rua em vez de a cortar.

É a diferença entre um percurso desenhado e um percurso medido. Uma plataforma que só transmite por tempo liga dois pontos a régua, e a linha atravessa o que estiver pelo meio — quarteirões, rotundas, o rio. Isso não é só feio: contamina o relatório de quilómetros, porque a distância medida passa a ser a soma das linhas rectas e não do caminho real. Uma frota que factura ao cliente por quilómetro está a fazer contas sobre um número inventado.

Os três parâmetros

Nenhum aparelho instalado pela GTRAX fica com a configuração de origem. Cada um sai configurado com os três:

  1. 10 segundos em andamento
  2. 30 segundos parado ou com a ignição desligada
  3. Por mudança de ângulo, a qualquer momento

O segundo parâmetro é o que torna o primeiro sustentável: uma viatura parada num armazém durante seis horas não gasta dados a repetir a mesma coordenada 2.160 vezes.

O que o mapa faz com isso

Do lado do servidor, a plataforma da GTRAX pergunta por posições novas de dois em dois segundos.

Parece detalhe e não é. Significa que o que está no seu ecrã nunca está mais de dois segundos atrasado em relação ao que o servidor sabe. Não há botão de recarregar, não há F5, não há aquele momento em que se olha para um mapa parado sem saber se a viatura parou ou se a página é que congelou.

Muita plataforma actualiza o ecrã a cada 30 ou 60 segundos — algumas só quando se recarrega a página. Nessas, mesmo que o aparelho tenha transmitido há três segundos, você só vê daqui a meio minuto.

Onde é que isto se paga

1. O corte de motor deixa de ser um tiro no escuro

Cortar o motor de uma viatura em movimento toma-se com o coração aos saltos. Precisa de duas coisas: que o aparelho tenha transmitido há pouco, e que o ecrã lhe esteja a mostrar essa transmissão e não uma de há um minuto.

Com 10 segundos de transmissão e 2 segundos de refresh, o pior caso é uma posição com cerca de doze segundos. Com 60 segundos de transmissão e um mapa que só actualiza ao recarregar, o pior caso pode ir a dois minutos — e dois minutos é uma viatura noutro bairro.

Na GTRAX o corte de motor pede confirmação escrita e regista quem o mandou. A precisão dá-lhe o direito de decidir; o registo dá-lhe a responsabilidade.

2. As geocercas param de falhar

Uma geocerca dispara quando um ponto cai dentro da zona. Se os pontos estiverem a 500 metros uns dos outros, a viatura pode entrar e sair sem que nenhum ponto caia lá dentro — e o alerta nunca acontece.

É o defeito mais frustrante de todos porque é silencioso: não há erro, não há aviso, simplesmente não aparece nada. O gestor conclui que a viatura não passou pelo cliente. Passou.

A 167 metros, com pontos extra em cada curva de entrada, uma zona de 200 metros é apanhada.

3. A velocidade deixa de ser uma média enganada

Excesso de velocidade medido a cada 60 segundos é uma amostra: apanha o instante, não o episódio. Um condutor pode andar aos 120 durante 50 segundos e estar aos 60 quando a leitura acontece.

A 10 segundos, o episódio aparece com a sua duração — que é a informação de que precisa para ter a conversa com o condutor. Não «excedeu uma vez», mas «excedeu durante quatro minutos, entre estes dois pontos».

Porque é que quase ninguém o faz

Porque custa. Um aparelho que transmite a cada 10 segundos e ainda por cima em cada curva consome mais dados do que um que transmite a cada minuto. Multiplicado por uma frota, é uma factura de dados que alguém tem de pagar.

Na GTRAX esse alguém somos nós: as recargas do cartão SIM estão incluídas no preço da plataforma. Não há segunda factura no fim do mês, e não há a tentação — que existe em qualquer modelo em que o cliente paga os dados — de aumentar o intervalo para poupar.

Do lado do mapa, os 2 segundos também custam: são mais pedidos ao servidor, por cada utilizador com o mapa aberto. Uma plataforma desenhada para actualizar de minuto a minuto não fica rápida por se mexer numa configuração.

Como confirmar, na sua própria frota

Não acredite em nós. Confirme, e confirme em qualquer fornecedor que lhe apresente proposta:

  1. Abra o histórico de um percurso urbano de dez minutos em andamento e conte os pontos. A 10 segundos são cerca de 60 leituras por tempo, mais as que as curvas acrescentarem — num percurso urbano com voltas, espere bastante mais de 60. A 60 segundos, seriam 10.
  2. Escolha uma curva fechada que conheça e veja se o traço a acompanha ou se a corta. É este o teste que separa uma plataforma que mede de uma que desenha.
  3. Deixe o mapa aberto com uma viatura em andamento e veja se o ponto anda sozinho ou se só se mexe quando recarrega a página.
  4. Desenhe uma geocerca pequena — 150 metros — num sítio por onde a viatura passa sem parar, e veja se o alerta dispara.
  5. Pergunte por escrito as duas cadências e se as recargas estão incluídas. As respostas juntas dizem-lhe tudo.

O primeiro mês da plataforma é grátis e sem compromisso, e é tempo mais do que suficiente para fazer estes cinco testes.

O aparelho também conta

A cadência de transmissão não é a mesma em todos os modelos, e há sensores que uns leem e outros não. Os detalhes de cada geração, o que reporta e o que não reporta, estão na ficha técnica. E se a sua pergunta é sobre o aparelho em si — que modelo, como se instala, quanto custa o equipamento — a ITLAEL, nossa parceira de campo, escreve sobre isso melhor do que nós.

O que isto não resolve

Sejamos honestos sobre os limites. Nenhuma cadência faz aparecer sinal onde não há: em zonas sem cobertura, o aparelho guarda e envia quando reencontra rede — e a GTRAX mostra esses períodos num relatório próprio em vez de os esconder, porque um vazio explicado é informação e um vazio escondido é uma surpresa.

Também não corrige um GPS a ver poucos satélites debaixo de uma cobertura de armazém. Nenhuma frequência corrige isso.

O que os dois ritmos fazem é garantir que, quando há dados, eles chegam completos e chegam a tempo de decidir. E é isso que uma plataforma tem de fazer.

Quer ver isto na sua frota?

O simulador devolve o valor por viatura e o total em dois minutos, e a proposta técnica comercial chega ao seu email em PDF.

Pedir propostaResposta com o valor por viatura e o total