Quanto custa instalar GPS numa viatura em Angola

É a primeira pergunta que toda a gente faz, e a resposta honesta é: depende de quatro coisas, e quase ninguém lhas apresenta as quatro.
A conta parte-se assim:
| Parcela | Quando se paga |
|---|---|
| O aparelho | uma vez |
| A instalação | uma vez |
| A plataforma | todos os meses |
| Os dados do cartão SIM | todos os meses |
É na quarta que aparecem as surpresas. Guarde-a, porque voltamos lá.
1. O aparelho
O rastreador em si. O preço varia com o que ele consegue ler: um aparelho básico dá posição, ignição e bloqueio do motor; um mais completo acrescenta microfone, botão de emergência ou leitura de sensores da viatura.
Na GTRAX, o pacote de entrada começa em 43.300 Kz por viatura avulsa e desce para 38.000 Kz a partir de oito viaturas instaladas no mesmo dia e local. Os valores dos três pacotes estão publicados em preços — e o facto de estarem publicados já lhe diz alguma coisa sobre o mercado.
O aparelho é seu a partir do pagamento. Não é aluguer.
2. A instalação
Aqui há duas escolas, e é bom perceber em qual está.
Uns cobram a instalação à parte, com um valor por viatura. Outros incluem-na no preço do aparelho. A GTRAX inclui — desde que as viaturas sejam feitas no mesmo dia e no mesmo local.
Essa condição não é letra pequena, é aritmética: uma equipa que se desloca uma vez e monta sete viaturas custa-nos o mesmo que uma equipa que se desloca uma vez e monta uma. Se a frota estiver repartida por vários dias ou vários locais, acresce 15.000 Kz por cada dia e local adicional — e o simulador mostra-o antes de pedir a proposta, não depois.
Fora de Luanda é orçamento à parte, porque a equipa passa dias na estrada. Está explicado em instalação nas províncias.
O que uma instalação bem feita inclui
Vale a pena saber o que está a comprar, porque a diferença de preço entre fornecedores costuma estar aqui:
- Aparelho escondido, e não debaixo do tablier à vista de quem abrir a porta.
- Corte de motor testado na altura, com a viatura parada e em segurança — não «instalado e logo se vê».
- Configuração do aparelho antes de sair. Um rastreador com a configuração de fábrica transmite a um ritmo que serve o fabricante, não a sua frota.
- Formação da sua equipa, presencial, com as suas viaturas no ecrã e não com uma demonstração genérica.
3. A plataforma
O aparelho sozinho não serve para nada: é um sensor com cartão SIM. O que transforma aquilo em gestão de frota é o software, e esse paga-se por viatura e por mês.
Na GTRAX são 3.800 Kz por viatura/mês no prazo anual, com prazos trimestral e semestral também disponíveis — quanto mais longo o prazo, menor o valor. O primeiro mês é grátis e sem compromisso para clientes novos.
Uma coisa que faz diferença e que convém perguntar a qualquer fornecedor: há escalões de funcionalidade? Muita plataforma vende o mapa no plano básico, os relatórios no intermédio e as geocercas no avançado. Parece justo e não é — a frota pequena, que é a que mais precisa de controlar custos, fica precisamente sem as ferramentas de controlar custos. Na GTRAX quem tem uma viatura tem a mesma plataforma de quem tem oitenta.
4. Os dados do cartão SIM — a parcela escondida
Chegámos à quarta.
O aparelho comunica por rede móvel. Alguém tem de pagar esses dados, todos os meses, por cada viatura. E é aqui que muitas propostas ficam caladas.
Se o cartão SIM for da sua responsabilidade, tem uma segunda factura todos os meses que não estava na proposta inicial. Pior: passa a haver um incentivo perverso — quanto menos vezes o aparelho transmitir, menos dados gasta, e é a sua frota que perde qualidade de dados para poupar na conta.
Na GTRAX as recargas estão incluídas no preço da plataforma. Não há segunda factura, e não há tentação nenhuma de alargar o intervalo de transmissão para poupar.
Pergunte isto por escrito a qualquer proposta que receba. É a pergunta que separa um preço real de um preço de montra.
A conta feita, para dez viaturas
Vamos a números concretos, porque é isso que se procura quando se pesquisa «quanto custa».
Dez viaturas, pacote de entrada, todas instaladas no mesmo dia e local, plataforma no prazo anual:
- Aparelhos e instalação: 10 × 38.000 Kz = 380.000 Kz, uma vez
- Plataforma: 10 × 3.800 Kz = 38.000 Kz/mês, com o primeiro mês grátis
- Dados do SIM: incluídos
No primeiro ano, isso dá 380.000 Kz de investimento e onze meses de plataforma. O que costuma surpreender é o segundo ano: já só há a plataforma, porque os aparelhos são seus.
Faça a mesma conta a qualquer proposta que receba, e some as quatro parcelas — incluindo a que não estiver escrita.
O que faz o preço subir
Para ser justo com quem cobra mais, há razões legítimas:
- Viaturas dispersas por vários locais ou vários dias.
- Fora de Luanda, pela deslocação da equipa.
- Sensores extra — nível de combustível, temperatura de câmara frigorífica, sensor de porta. Exigem mais trabalho na viatura e nem todos os aparelhos os leem.
- Viaturas de 24 V — camiões e pesados — que precisam de aparelho apropriado.
E uma que não é legítima: cobrar mais por funcionalidades que já existem no software. Se lhe pedirem um valor extra para «activar os relatórios», está a pagar duas vezes.
Quanto custa não ter
Convém pôr a outra metade da balança, senão a conta fica coxa.
Uma viatura ligeira em Angola gasta facilmente 60.000 a 100.000 Kz de combustível por mês em uso urbano intenso. Se o rastreamento cortar 10% disso — travando desvios de percurso, tempo excessivo ao ralenti e uso fora de horas — paga a plataforma dessa viatura e ainda sobra.
Não é promessa: é a razão pela qual quem instala numa parte da frota acaba quase sempre a instalar no resto.
O que perguntar antes de assinar
Cinco perguntas, por escrito. As respostas dizem-lhe mais do que qualquer demonstração:
- O preço inclui as recargas do cartão SIM?
- A instalação está incluída, e em que condições?
- Há escalões de funcionalidade? Se sim, o que falta no plano proposto.
- De quanto em quanto tempo o aparelho transmite? Em segundos, não «tempo real».
- A factura é emitida por software certificado pela AGT?
O simulador devolve o valor por viatura e o total em dois minutos, e a proposta chega ao seu email em PDF com as quatro parcelas discriminadas. É o mínimo que deve exigir a quem quer que lhe apresente um preço.