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GTRAX

Feita em Angola9 de setembro de 20266 min de leitura

Pôr GPS numa frota fora de Luanda: o que muda de facto

O que muda ao instalar rastreadores GPS numa frota fora de Luanda

Há uma pergunta que chega quase todas as semanas e que merece resposta escrita, porque a resposta ao telefone sai sempre pela rama: «e se as viaturas estiverem no Huambo?»

A resposta curta é: instala-se na mesma. A longa vale a pena, porque a conta funciona ao contrário do que quase toda a gente supõe.

O que não muda

Convém começar por aqui, porque é a maior parte.

A plataforma é idêntica em todo o país. Mapa ao vivo, relatórios, geocercas, alertas, bloqueio remoto do motor, aplicação no telemóvel — tudo funciona no Cunene exactamente como funciona no Kilamba, no momento em que o aparelho comunica. Não há versão reduzida para as províncias.

O preço dos aparelhos e da plataforma é o mesmo. Uma viatura no Lubango custa o que custa uma viatura em Luanda. Os valores estão em preços e não têm asterisco geográfico.

As recargas do cartão SIM continuam incluídas. Uma viatura que faz longo curso entre províncias gasta mais dados do que uma que anda no Talatona — e essa diferença é nossa, não sua.

O que muda: a equipa tem de lá estar

O aparelho não se instala por telefone. Alguém tem de abrir a viatura, esconder o equipamento, ligá-lo à alimentação e testar o corte de motor.

E é aqui que a intuição falha. O que pesa não é a distância — é o tempo.

Em Luanda, um técnico monta cerca de sete viaturas por dia e dorme em casa. Numa província a oito horas de estrada, gasta um dia a ir, um a voltar, e só o do meio é produtivo. São dois dias de trabalho que alguém tem de pagar, e o bilhete de autocarro é a parcela mais pequena dessa conta.

A consequência prática, que joga a seu favor

Se o custo é sobretudo o tempo da equipa, então quanto mais viaturas houver no mesmo local, mais barato fica por viatura.

Uma ida ao Huambo para montar cinco viaturas custa quase o mesmo que uma ida ao Huambo para montar trinta. Na primeira, a deslocação divide-se por cinco; na segunda, por trinta.

É por isso que a nossa resposta a «quanto custa ir ao Huambo?» é sempre outra pergunta: quantas viaturas, e estão todas no mesmo sítio? Sem esses dois números, qualquer valor que déssemos era invenção.

Os tempos reais de estrada

Não os de mapa — os das carreiras interprovinciais, que é o que a equipa apanha:

Destino Estrada
Ndalatando 3 a 4 h
Sumbe 4 a 5 h
Malanje 5 a 6 h
Benguela · Lobito 7 a 12 h
Huambo 8 a 12 h
Kuito 10 a 14 h
Lubango 14 a 18 h
Moçâmedes 16 a 20 h
Ondjiva 18 a 22 h

Os intervalos são largos de propósito: a estrada em Angola varia muito com a época do ano, e prometer oito horas em Fevereiro é prometer o que não se controla.

Cabinda é caso à parte — não tem ligação por estrada ao resto do país, por isso a deslocação faz-se por via aérea e orçamenta-se de forma diferente.

O erro que se vê nas frotas dispersas

O engano mais caro não é escolher mal o fornecedor: é repartir a instalação sem necessidade.

Uma frota de vinte viaturas espalhadas por três municípios, instaladas em três deslocações diferentes, paga três deslocações. As mesmas vinte viaturas concentradas num pátio durante um dia pagam uma.

Nem sempre é possível — há viaturas que não podem parar. Mas vale muito a pena perguntar internamente se é mesmo impossível juntá-las, antes de aceitar a conta repartida. Já vimos frotas poupar mais na logística de as juntar do que no preço do aparelho.

E se a frota anda entre províncias?

Aí a plataforma rende ainda mais do que numa frota urbana, e por uma razão simples: é a única forma de saber onde está uma viatura que ninguém vê há oito horas.

Numa frota de longo curso, as perguntas mudam de natureza. Já não é «onde está agora» — é «a que horas passou no Sumbe», «quanto tempo esteve parado no Waku Kungo», «este percurso demorou o mesmo que da última vez». São perguntas de histórico, e é o histórico que uma plataforma guarda e um mapa não.

Há um detalhe que faz diferença nestas rotas: as zonas sem cobertura de rede. Entre províncias há trechos longos sem sinal, e o que acontece nesses trechos separa um sistema honesto de um que finge. Na GTRAX o aparelho guarda as posições e envia-as quando reencontra rede — e esses períodos aparecem identificados num relatório próprio, em vez de virarem uma linha recta impossível no mapa.

Como pedir

Precisamos de dois dados, e mais nada:

  1. Onde estão as viaturas — província e município, e se estão juntas ou separadas.
  2. Quantas são.

Com isso devolvemos o valor da deslocação por escrito, somado ao dos aparelhos e da plataforma, antes de qualquer compromisso. O simulador calcula a parte que não depende da geografia; a deslocação acrescentamo-la à mão, porque é a única forma de a fazer certa.

Os detalhes das províncias servidas, os tempos e o que entra na conta estão em instalação fora de Luanda.

Quer ver isto na sua frota?

O simulador devolve o valor por viatura e o total em dois minutos, e a proposta técnica comercial chega ao seu email em PDF.

Pedir propostaResposta com o valor por viatura e o total